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Roger Waters detestou o sucesso de comercial do Pink Floyd: “Não foi para isso que entrei na música”

1 mês ago


Os primeiros registros do inglês Pink Floyd – The Piper at the Gates of Dawn (1967), A Saucerful of Secrets (1968), More (1969), Ummagumma (1969), Atom Heart Mother (1970), Meddle (1971) e Obscured by Clouds (1972) – são para os bichos-grilos do rock progressivo. O foco está em sons bastante psicodélicos.

Para o oitavo trabalho de estúdio, The Dark Side of the Moon, de 1973, a banda mudou bastante o direcionamento sonoro e conceitual. O psicodelismo se manteve, mas em níveis homeopáticos, e os refrãos mais acessíveis passaram a fazer parte da receita musical dos caras.

O resultado disso foi um aumento considerável de público, o que deixou o então líder criativo, o baixista Roger Waters, bem bravo.

Em conversa com a revista Mojo, Roger Waters disse que detestou o sucesso de comercial do Pink Floyd. Segundo o músico, esse não foi o motivo pelo qual entrou na música.

“Nos velhos tempos, antes do Dark Side of the Moon, nós tocávamos para públicos relativamente pequenos. Depois disso, passamos a tocar em estádios enormes, e eu comecei a odiar isso. Não foi para isso que eu tinha entrado na música. Você se sentia muito distante do público”.

Roger continuou com sua reflexão: “Uma noite, no final da turnê do Animals, no Canadá, havia um fã escalando a grade de proteção para tentar chegar até nós, e eu simplesmente perdi a cabeça e cuspi nele”.

“Fiquei chocado e enojado comigo mesmo assim que fiz isso, mas, depois de pensar a respeito, a ideia de realmente construir um muro entre nós e o público tinha possibilidades teatrais maravilhosas, e foi isso que levou a The Wall”, completou.

Isolamento

Com a fama nas alturas, Waters foi se distanciando de seus colegas de trabalho, que não sabiam lidar com o isolamento do artista. Ele canalizou as suas queixas e seus próprios demônios em obras como Animals (1977), The Wall (1979) e The Final Cut (1983).

Mas, infelizmente, a união entre Roger Waters e os outros integrantes da banda – David Gilmour (vocal e guitarra), Nick Mason (bateria) e Richard Wright (teclado) – se degringolou de vez e a ruptura foi em 1985.

Último encontro no palco

Em 2005, David Gilmour (vocal e guitarra), Roger Waters (baixo e vocal), Nick Mason (bateria) e Richard Wright (teclado) se reuniram para uma apresentação no Live 8, evento beneficente criado pelo músico e ativista político Bob Geldof, que rolou no Hyde Park, em Londres, Inglaterra.

Apesar do momento histórico em ter a formação clássica do Pink Floyd no palco, os músicos, em especial Gilmour e Waters, logo entraram em atrito e qualquer chance de outro movimento com a banda foi por água abaixo. De lá para cá, a relação da dupla é a base de críticas e acusações.



Via: Rockbizz

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