Poucos artistas podem receber a qualidade de genial, mas nessa seleta lista tem que constar o nome de Phil Collins. O músico é o que se pode considerar de tempestade perfeita da arte, porque é um instrumentista super habilidoso, cantor afiadíssimo, interprete ímpar e compositor de mão cheia.
Achou pouco? Bem, o artista compensa a baixa estatura com um carisma raro e senso de humor capaz de conquistar até os corações de gelo. Dito isso, a carreira de Phil – seja solo ou ao lado do Genesis – é um deleite para quem queira lançar um feixe de luz na própria vida.
Mas, mesmo tendo uma discografia de primeira classe, Collins também tem os seus álbuns favoritos, o que é normal. Em entrevista para o conteúdo extra do boxset Genesis 1970–1975, Phil contou qual álbum considera o ápice de sua performance na bateria.
“Do meu ponto de vista como músico, fiquei impressionado com a complexidade do material em The Lamb Lies Down on Broadway. A minha bateria não era um kit grande, mas tinha algumas coisas aqui, outras ali, e eu estava girando em torno dela. Foi provavelmente o auge da minha performance na bateria, junto com os anos no Brand X”.
Collins acrescentou: “Acho que esse álbum foi o ápice do meu ‘playing’, porque criei coisas bem criativas, assim como o resto da banda. Considero que o disco foi um passo à frente em nossa carreira. Ele também mostra um lado do Genesis que as pessoas esquecem ou nunca escutaram”.
The Lamb Lies Down on Broadway, que saiu em 22 de novembro de 1974, é o sexto registro de estúdio do Genesis. O disco duplo é conceitual e gira em torno da história surrealista de Rael e sua aventura no caminho para algum tipo de iluminação ou autodescoberta.
Nas paradas inglesas o disco ficou com a décima posição. Nos Estados Unidos, a obra ficou apenas com o 41° lugar da Billboard 200. The Lamb Lies Down on Broadway, contudo, bateu a marca de 750 mil cópias vendidas em todo mundo, o que é um feito enorme para um álbum conceitual e complexo.
Via: RockBizz
