Nos anos 1980, o rock n’ roll era o inimigo número dos cidadãos de bem, que não queriam que a música do Diabo corrompesse seus pimpolhos e a malha social de suas vidas pseudos ilibadas. Com isso, os problemas que estouravam na sociedade logo eram depositados na conta do rock.
Em 1984, John McCollum, na época com 19 anos, estava supostamente ouvindo Suicide Solution, canção de Ozzy Osbourne, quando cometeu suicídio com uma pistola calibre .22. Em outubro de 1985, os pais do jovem entraram com uma ação contra o Madman e contra as gravadoras Jet e CBS Records.
No processo, eles alegavam que as três partes agiram de forma irresponsável, pois lançaram uma canção com apologia ao suicídio.
McCollum, no entanto, era alcoólatra e estava passando por problemas emocionais. Mas, de acordo com os pais de John, a música foi agente de incentivo a tal extrema ação de tirar a própria vida. A canção, porém, foi composta com um alerta aos perigos do álcool.
Em 07 de agosto de 1986, o Juiz John Cole rejeitou uma ação judicial que alegava que Ozzy Osbourne e as gravadoras eram responsáveis pela tragédia. Cole afirmou em sua sentença que as “letras musicais e poesias não podem ser interpretadas como um chamado à ação pela razão elementar de que simplesmente não foram concebidas e não devem ser lidas literalmente”.
O Juiz da Corte Superior ainda destacou que as “pessoas razoáveis entendem letras musicais e convenções poéticas como as expressões figurativas que são”.
Ele ainda acrescentou: “Temos que analisar atentamente a Primeira Emenda norte-americana e o efeito intimidador que teria se essas palavras fossem responsabilizadas. E mesmo que Osbourne tivesse a intenção de expressar que o suicídio era preferível aos rigores da vida cotidiana, ele tinha o direito constitucional de fazer tal declaração”.
O Príncipe das Trevas e os selos Jet e CBS Records foram absolvidos das acusações e o caso foi encerrado uma vez por todas.
Via: RockBizz
