Cerca de duas semanas atrás, Alberto Hiar, o Turco Loco, bateu um papo com o líder e guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, e o questionou sobre o fato de Max Cavalera ir para show da banda de limusine com toda a sua família e o resto dos músicos de van.
É importante ressaltar que o entrevistador deixou claro que ele presenciou, foi testemunha ocular deste fato, ou seja, não é nenhuma lenda da cena metal.
Sobre este assunto, Kisser comentou o seguinte: “Essa coisa da limusine, para quem mora em Phoenix, é a coisa mais barata do mundo. A gente pegava limusine para tomar cerveja. A gente pegava limusine para dar um rolê e fumar ‘um’. Então não era uma coisa tão absurda, como aqui no Brasil a gente poderia imaginar”.
Andreas continuou: “Mas o Max e a Gloria [esposa e empresária de Max] sempre gostaram desta coisa de mais glamour do rock n’ roll como hotéis, room services e coisas deste naipe. Apesar desta coisa da limusine ser comum para Phoenix, a coisa cresceu porque ele teve o próprio ônibus e camarim. A Gloria começou a separar as coisas: nós três de um lado e o Max do outro.
“Max aparecia em capa de revista com o filho. Qual o sentido disso? Isso foi no meio do Chaos A.D. e de coisas profissionais que estavam acontecendo com a banda. A gente não participava pois era uma coisa da Gloria, imprensa e gravadora. A gente ficava na berlinda. Então, quando o contrato expirou, exercemos o direito de não continuar trabalhando com ela.
No dia 16 de dezembro de 1996, que foi o último show que fizemos juntos, fizemos uma reunião, que o Max não participou, e eu não sei o porquê, e falamos que queríamos mudar a representação da banda. A gente disse que queria organizar de uma forma mais profissional e não tão emocional e parcial como estava. Eles não aceitaram essa mudança e saíram”, completou.
Eis o bate-papo na íntegra no tocador logo abaixo:
Via: RockBizz
