Roots, que é o sexto trabalho de estúdio do Sepultura, saiu no dia 20 de fevereiro de 1996 e chancelou de vez o espaço do grupo brasileiro no mercado estrangeiro. O quarteto passou a ser figura mais do que bem quista nos palcos dos Estados Unidos e Europa.
Vale lembrar que o disco lançou mão de muitas participações especiais! Nomes como Carlinhos Brown, Mike Patton (Faith No More) e David Silveria e Jonathan Davis (Korn) deram as caras em algumas canções da obra.
Apesar do sucesso criativo, o conjunto brasileiro vivia um verdadeiro inferno em se tratando das relações pessoais e administrativas, o que levou a um racha: de um lado da treta estava Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto Jr. (baixo) e Iggor Cavalera (bateria) e do outro Max Cavalera (vocal e guitarra) e Gloria Cavalera, esposa de Max e então empresária da banda.
Conversando com os apresentadores Alexandre De Maio e Alberto Hiar, do 100segredopod, Andreas Kisser, que é quem dá as cartas no Sepultura atualmente, comentou que a banda na época de Roots era como um armário cheio de cupim, todo corroído por dentro.
“Na época do Roots, quando as pessoas estavam vendo de fora o maior momento comercial da banda, foi o pior momento da banda”, lamentou o roqueiro. “A banda estava completamente corroída! Era tipo abrir um armário e ver um monte de cupim ali dentro”.
“Portanto, na frente, na porta, estava tudo bonitinho, mas quando você abria… Tanto que a gente não conseguiu segurar aquilo. Max saiu, Gloria saiu e a gente perdeu toda confiança da gravadora”, completou o guitarrista.
Eis o bate-papo completo no tocador logo abaixo:
Via: Rockbizz
