É fato que o Sepultura é um dos maiores exportadores da cultura brasileira. Ao lado do Krisiun e Angra, a banda leva para América do Norte, Europa e Ásia a nossa forma de fazer música pesada, a qual tem mais groove e diversidade rítmica, por exemplo.
Conversando com o apresentador Igor “3K” Coelho, do canal Flow, o guitarrista Andreas Kisser contou que o som exótico e fora da curva do Sepultura foi o que abriu as portas para a banda no estrangeiro.
“Não tinha nenhuma banda fazendo o que o Sepultura fazia, então foi muito exótico. Não tinha internet e redes sociais, era algo muito mais fechado. Então, quando os gringos ouviram a gente, eles quiseram nos conhecer. Tinha uma aura de mistério e fomos aprendendo a lidar com a surpresa de cada um.
Kisser completou sua reflexão pontuando a importância do conjunto, mas deixando claro que ele ainda não tem o devido reconhecimento.
“A gente fazia uma coisa pioneira! Depois de Carmem Miranda e dos Mutantes, o Sepultura foi a banda que levou a cultura brasileira para fora do país, mas até hoje não é considerado parte da cultura brasileira”.
A grande mídia nunca olhou o metal e o rock nacional sem o véu do preconceito. Para que isso aconteça – se é que vá rolar algum dia – muitas pessoas poderosas, as quais comandam com mão de ferro os meios de comunicação, precisarão se despedir da discriminação e rejeição para ver os estilos como potências culturais e mercadológicas.
Via: RockBizz
