Em 2004, o Nightwish ostentava um sucesso tremendo com o álbum Once, que vendeu mais de três milhões de cópias, o que era muita coisa para uma época cheia de MP3 e afins. Mesmo assim, a banda, seguindo as ordens de seu líder Tuomas Holopainen, demitiu a vocalista Tarja Turunen de maneira covarde, por intermédio de uma carta aberta.
O teor da carta tratava de acusar a cantora de distanciamento e atitudes que comprometiam o convívio e o trabalho do grupo, além disso, acusava Marcelo Cabuli, marido e empresário de Tarja, de intromissão na administração do conjunto.
Durante entrevista à revista britânica Metal Hammer, Tarja Turunen contou que não esperava ser demitida publicamente. Ela destacou no bate-papo que aquele momento foi um choque e que a terra tremeu.
“Foi um choque enorme, porque surgiu do nada! Eu nunca esperava por algo assim, e meu marido também não”, disse a finlandesa. “A terra tremeu, tudo tremeu, e nós dois choramos por duas semanas”.
“Fazer parte do Nightwish sempre será uma grande parte da minha vida. Foi importante e me deu a oportunidade de ser uma artista solo e ter uma carreira por conta própria, já que nunca compus nenhuma música com a banda”, refletiu.
Tarja concluiu em tom positivo e filosófico: “Tinha que terminar assim para que eu pudesse ser mais feliz do que nunca, fazendo minha própria música para o meu público. Foi difícil superar, mas acredito que as coisas que não nos matam nos fortalecem”.
Apesar dos tristes momentos, Turunen tem mais de oito discos em sua empreitada solo. Além disso, ela lançou trabalhos com o foco na música clássica e canções natalinas. Para 2026, Tarja vai colocar na praça um novo álbum com foco no metal e sair em turnê para sua promoção.
Via: Rockbizz
