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The Hives prova no Rock in Rio 2026 que seus shows são necessários e sempre bem-vindos

58 minutos ago


Poucas bandas conseguem transformar um palco de festival em um exercício de controle como o The Hives. No Rock in Rio 2026, os suecos chegam com três décadas de carreira, um repertório renovado e a mesma disposição para tratar o rock como espetáculo físico, direto e sem tempo para distração.

A apresentação aconteceu durante a fase mais movimentada da atual trajetória do grupo. Após um longo intervalo entre discos, o The Hives lançou The Death of Randy Fitzsimmons em 2023 e, em 2025, voltou ao estúdio com The Hives Forever Forever The Hives e lançou recentemente o documentário The Hives Live in Latin America com registros inéditos gravados durante a passagem do grupo pelo Brasil em fevereiro, além de bastidores de turnês e momentos importantes.

“Enough Is Enough” abre o show como uma  escolha eficiente porque não depende de uma longa introdução. O The Hives entra tocando e deixa que as guitarras façam o primeiro contato e conduzam rapidamente a sequência entre as faixas mais recentes, como “Paint a Picture” e “The Hives Forever Forever The Hives”, que dividem espaço com clássicos que definiram a banda.

Mas a música é apenas metade da equação. Howlin’ Pelle Almqvist funciona como um mestre de cerimônias que conhece cada mecanismo de um grande show. Ele provoca, conversa, dança, corre e transforma comandos simples em ferramentas para conduzir a plateia. Essa característica já é conhecida pelos fãs e é capaz de conquistar qualquer pessoa que esteja assistindo ao show pela primeira vez.

O restante da formação acompanha esse movimento com precisão. As guitarras de Nicholaus Arson e Vigilante Carlstroem sustentam riffs curtos e agressivos, enquanto Chris Dangerous mantém a bateria no centro de uma sonoridade que não precisa de excessos para funcionar.

The Hives transforma o Rock in Rio em território do rock’n’roll 

Visualmente, o The Hives entende bem o valor da simplicidade. Os tradicionais figurinos em preto e branco continuam sendo parte importante da identidade do grupo, enquanto a iluminação acompanha a dinâmica das músicas sem disputar protagonismo com os músicos.

Os efeitos de luz ajudaram a aproximar a performance de Almqvist do público, especialmente nos momentos em que o vocalista abandona a posição convencional de frontman e ocupa diferentes pontos do palco.

A sequência “Hate to Say I Told You So”, “Countdown to Shutdown”, “Come On!”, “Tick Tick Boom”, “Legalize Living” e “Walk Idiot Walk” concentram alguns dos momentos mais fortes do repertório atual. O encerramento com “The Hives Forever Forever The Hives” ainda coloca o novo álbum no mesmo patamar de importância dos clássicos e entrega um hino simples capaz de fazer qualquer um da plateia cantar junto e saudar a apresentação de puro rock’n’roll que acabara de presenciar.

No Rock in Rio, o The Hives fez exatamente aquilo que sabe fazer melhor: transformar simplicidade em espetáculo e criar uma experiência única que vicia e prova que a banda sempre é bem-vinda em território nacional. O The Hives não precisou reinventar o rock; bastou mostrar por que ele ainda funciona.

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Via: WikiMetal