Na primeira metade dos anos 90, o Iron Maiden encontrou o seu maior desafio, que foi a saída do cantor Bruce Dickinson. O grupo, na figura de seu líder e baixista, Steve Harris, precisou colocar a bola no chão para reorganizar a casa e ver qual caminho a seguir.
Além dos problemas na empresa, Steve estava com a vida pessoal coalhada em problemas, visto que estava se divorciando da esposa e mãe de seus filhos, Lorraine. Ou seja, o momento era bem complexo, mas, mesmo assim, Steve conseguiu botar ordem em tudo e continuar com a banda, que chegou a ficar com a sobrevivência em risco.
Este período tenso acabou encontrando eco no então novo álbum do Maiden, The X Factor, que foi o primeiro com o substituto de Dickinson, Blaze Bayley.
Em recente conversa com a revista inglesa Metal Hammer, Harris analisou brevemente o debute de Blaze em sua banda.
“The X Factor é muito bom, mas é um álbum sombrio”, observou Steve. “Provavelmente porque eu estava em um momento meio sombrio com a saída do Bruce, além disso, eu estava passando por um divórcio na época. Então, tinha tudo isso acontecendo”, explicou.
“Entretanto, o resultado foi um álbum poderoso. Você pega coisas negativas e as transforma em positivas”, ponderou. “Essas emoções vêm à tona, e é isso que você pode fazer com a música. A música é uma coisa tão poderosa”.
“Na época, cogitei em acabar com o Maiden! Mas isso durou poucas horas. No final das contas, acabei me recompondo seguindo em frente. É a única maneira de funcionar”, finalizou o líder do Iron Maiden.
Via: RockBizz
