Risk, oitavo disco de estúdio do Megadeth, cujo lançamento foi em agosto de 1999, recebeu uma resposta mista dos críticos e dos fãs devido à sua saída das raízes do thrash metal para um som mais comercial, pop rock.
O álbum, no entanto, estreou no décimo sexto lugar na parada da Billboard e mais tarde ganhou disco de ouro por vender meio milhão de cópias nos Estados Unidos.
Em recente conversa com o produtor Brian Slagel, via podcast 100 Songs That Define Heavy Metal, o baixista David Ellefson, que participou da criação do trabalho, refletiu sobre o suposto patinho feio na discografia do grupo.
“Você quer sobreviver ou não? Olha, nós entramos no jogo. Porque é um jogo. Quando você está no show business, é um jogo. E então você entra no jogo. E, veja bem, parte disso é o seu próprio interesse. Você quer sobreviver ou não? Quer voltar para a estrada? Quer pagar sua hipoteca no ano que vem? Bem, então temos que entrar no jogo.
Às vezes você fica um pouco preso às algemas douradas da grana. Assim como em qualquer negócio, é como qualquer pessoa indo trabalhar. Faça o que o chefe manda. Bem, às vezes o chefe na música não é ninguém da banda. O chefe é o público. Na verdade, eles são sempre os chefes, honestamente. Eles praticamente ditam o rumo da sua carreira”.
David continuou: “No entanto, a ascensão do grunge foi o ponto de virada. E é por isso que acho que, para nós, quando chegamos ao álbum Risk, tínhamos uma gestão diferente e nos perdemos. Nos perdemos mesmo. Nós levamos isso o mais longe que podíamos, no sentido de sermos uma espécie de banda de rock melódico para rádio.
Acho que com Cryptic Writings [1997], acertamos em cheio. Foi um disco de muito sucesso. Musicalmente, você pode ouvir que há um grande espírito nele, você pode ouvir que é autêntico, você pode ouvir que ainda somos nós, apenas elevando um pouco os padrões para que pudéssemos explorar algumas coisas”.
“Com Risk, nós fomos para um lado e o resto do mundo para o outro. Acho que essa é a melhor maneira de ver a situação. Nós ficamos mais leves, e o resto do cenário do rock moderno, do metal moderno, ficou mais pesado. E levou alguns anos para corrigir o rumo e voltar à rota correta”, concluiu o baixista.
Via: RockBizz
